Depois de um longo dia, embarquei em um ônibus cheio. Ufa, como o corpo cansa. Na parada final; depois de muita corrida o coração dispara. Depois da viagem a garganta seca. O lábio fica feio. O ônibus cheio, quem desce, sai. Sai desse. Ou povo que não desata a ata. Ao chegar ao lugar que se chama casa, a cama nem esquenta, de tão cansado que estou. O corpo briga com a noite, a noite sai e, eu fico na cama. Há hora passa e, chega a hora de um novo dia! Fico pensando que é a sexta ainda é a terça. Agora é hora, da hora besta, não extra. Que não enche meu contra cheque, somente o INSS. O sábado é hora de encontrar com o bem. Mas cadê o bem? Mas desistiu?
Porque, pois só me ver no ônibus. No trabalho!
Trabalho no ônibus, cheirando o sovaco do camarada. Isso me deixa tonto. Quero que chegue logo o domingo; para almoçar com os amigos. Mais quem são eles, que não tem dinheiro? O copo é raso, o carvão depois que queima ainda é pouco. Não tem pra mim. Vou dormir compadre. Vou pra praça encontrar uma Mena, pra beijar na boca, assim o corpo sara.